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A CULTURA DA BEBIDA MAIS CONSUMIDA NO BRASIL

Sabe aquele cafezinho logo ao acordar? Aquele no meio da tarde ou até durante o expediente? Não importa o horário do dia, uma xícara de café é sempre bem-vinda, principalmente para os milhões de brasileiros que consomem a bebida há tanto tempo.

O café é um produto que atravessa gerações, acompanhando e se adaptando às mudanças no estilo de vida dos seus consumidores. Do tradicional café coado ao sofisticado café gourmet, a paixão nacional por essa bebida fez dela a segunda mais consumida do país, um símbolo que transcende o comércio e se integra à própria identidade cultural do Brasil.

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Na mesa de todos os brasileiros, não pode faltar uma garrafa de café. Mais do que uma bebida, ele é parte de uma tradição e de um hábito social que nunca parece sair de moda. O tradicional café coado, símbolo da simplicidade e do acolhimento, deu origem a novas formas de preparo da bebida que reinventaram a maneira de apreciar a iguaria. Assim, o café deixou de ser apenas algo funcional e rotineiro para se transformar em uma experiência mais sofisticada e cheia de significado.

Essa transformação no modo de preparo também se refletiu no mercado. O café passou a ocupar espaço em prateleiras premium, cafeterias especializadas e marcas que investem em qualidade e origem. A maneira de servir a bebida mudou e, com ela, a forma de comercializá-la também. 

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rotina e café

Pietro Amorim, pesquisador do Museu do Café, em Santos, litoral sul de São Paulo, ressaltou o papel simbólico do café na rotina dos brasileiros e destacou como ele tem se adaptado às transformações do mundo moderno para manter seu espaço entre as bebidas mais consumidas da atual geração.

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O café no passado, presente e futuro

Ainda que o auge da monocultura cafeeira tenha ficado no passado, o café continua em constante evolução. O país tem se destacado na produção de cafés especiais e sustentáveis, com técnicas modernas de cultivo e beneficiamento que respeitam o meio ambiente. E ao mesmo tempo, cresce o reconhecimento internacional da qualidade do café brasileiro, reforçando sua relevância econômica e cultural no cenário global.

Assim, a história do café é também a história do Brasil. Um grão que atravessou séculos, inspirou gerações e continua a unir as pessoas em torno de uma xícara fumegante. Seja nas fazendas, nas cafeterias ou nas cozinhas de casa, o café permanece como um elo entre passado e presente, um símbolo da nossa identidade

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Do produtor até o consumidor

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O caminho do café até a xícara começa muito antes do aroma tomar conta das manhãs. Tudo se inicia nas lavouras, onde o produtor tem papel fundamental no cultivo das plantas, escolhendo o solo, o clima e o manejo adequado para garantir grãos de qualidade. É ele quem acompanha o crescimento dos cafeeiros, faz a colheita no ponto certo de maturação e realiza o beneficiamento, que envolve etapas como a retirada da casca, a fermentação e a secagem dos grãos.

O produtor Fernando da Silva explica como esse processo acontece em sua fazenda:

Fernando Silva
Fernando da SilvaFazenda do Alho
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Localizada em Batatais, interior de São Paulo, a “Fazenda do Alho” carrega a tradição do café desde sua origem. Mas foi apenas quando a Família Silva adquiriu o terreno que a produção voltou a ser o carro-chefe da propriedade. Um pé de café leva, em média, de dois a três anos para gerar seus primeiros frutos, atingindo o auge da produção por volta do quinto ano após o plantio. No caso de Fernando, o desafio foi readaptar a terra para o cultivo do café, um processo que, com o tempo, transformou o grão em símbolo da “Fazenda do Alho”.

Fernando da Silva Fazenda do Alho
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Além da fazenda de Fernando e do irmão Ronaldo, o Brasil abriga cerca de outros 300 mil estabelecimentos produtores de café, sendo 70% formados por agricultores familiares. É justamente esse ambiente acolhedor e tradicional que atrai milhares de visitantes às áreas rurais, em busca de conhecer de perto o cultivo e provar os produtos feitos ali mesmo. Foi assim com Juan Mobst, um amante de cafés gourmet que teve a oportunidade de visitar a “Fazenda do Alho” e vivenciar de perto o processo que transforma o grão em sabor.

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"Foi a primeira vez que vi todo o processo de perto — plantação, colheita, secagem. Nada muito glamouroso, só trabalho pesado mesmo. Mas foi legal ver de onde vem aquilo que a gente bebe todo dia. Saí de lá respeitando mais o trabalho das pessoas e entendendo melhor o porquê de alguns cafés serem realmente diferentes."

Segundo levantamento do Instituto Axxus, mais de 96% da população brasileira consome café, um número que mostra como a bebida faz parte do cotidiano e da identidade cultural do país. Cada xícara carrega histórias, memórias e diferentes formas de preparo. E assim como o Juan, que ama o café e prepara com todo cuidado, Rita Azevedo é uma consumidora que diz que a bebida está tão enraizada em sua rotina que virou quase um desejo.

“Eu ainda brinco que, às vezes, parece coisa de desejo mesmo. Já houve vezes que, às 22 horas, eu estava com muita vontade de tomar café e não encontrava nenhuma padaria aberta. Com certeza, eu pararia para tomar uma xícara, não importa a hora.”
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Juan mobst
rita azevedo
Fernando silva
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A bebida mais consumida do mundo

Atrás apenas da água, o café é a segunda bebida mais consumida no mundo. A União Europeia e os Estados Unidos são os maiores mercados consumidores e importadores. Ainda assim, um artigo publicado em 2023 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) apresenta um dado relevante: o Brasil ocupa a segunda posição entre os maiores consumidores de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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Para compreender como essa commodity se tornou a bebida mais consumida do mundo, é necessário considerar que o café está profundamente integrado à rotina das pessoas, sendo consumido diversas vezes ao dia. Além disso, pode ser ingerido puro ou em combinações com outras bebidas, como leite e chocolate, dando origem a variações tradicionais, como o cappuccino, por exemplo. 

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o ínicio de tudo

A cultura do café no Brasil começou a ganhar força no século XIX. As primeiras mudas chegaram em 1727, no Pará, trazidas por Francisco de Melo Palheta, e logo a planta se adaptou bem ao clima tropical do país. Do Norte, o cultivo avançou para o Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e, depois, no interior paulista, impulsionado pela alta demanda internacional. Segundo o Ministério da Agricultura, foi nesse período que o Brasil se consolidou como o maior produtor e exportador de café do mundo

O ciclo do café impulsionou a construção de ferrovias, o crescimento dos portos, principalmente o de Santos, e o surgimento de cidades inteiras. De acordo com o Museu do Café, sediado na antiga Bolsa Oficial do Café, inaugurada em 1922, o comércio do grão foi o principal fator para o progresso paulista, como destaca, Pietro: 

“A exportação do café foi a principal atividade econômica do Brasil por mais de 100 anos, isso fez com que existisse toda uma política econômica voltada ao café. A história do café tem muita relação com a própria história do Brasil.”

O café, portanto, não é apenas um produto, pode ser considerado uma engrenagem que move a vida de milhares de trabalhadores, agricultores e consumidores em todo o país.

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Grupo:

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Amanda Diniz

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Diogo Moraes

Giovanna Marques

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Luísa
Porto

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Manuela
Azevedo

Reportagem multimídia produzida para a disciplina Jornalismo Digital, do curso de Jornalismo da FAPCOM (Faculdade Paulus de Comunicação), no 2º semestre de 2025. Orientação: Profª Patrícia Basilio

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